EXPOINTER 2008

Expointer - coluna publicada em jornal

Expointer
Pois o protesto contra a Expointer está tomando proporções cada vez maiores, aqui na Capital. O jornal Correio do Povo abriu espaço em sua edição da última segunda-feira, dia 18, para os manifestantes. Fez do tema a matéria principal na sua seção Rural, com direito a duas fotos. A iniciativa se deu a partir dos cartazes espalhados pela cidade, relacionando o aquecimento global, a má distribuição de alimentos e a morte dos animais somente para satisfazer o lucro/prazer de alguns poucos. E são poucos mesmo, proporcionalmente. Neste domingo, dia 24, haverá panfletagem no tradicional Brique da Redenção - se a chuva permitir, quando serão entregues materiais visando a conscientização da população quanto aos objetivos do protesto. Em tempos que o termo 'aquecimento global' está na ponta da língua de qualquer criança, mostrar-se passivo em relação a uma indústria que explora os animais e destrói o meio ambiente é, no mínimo, contraditório e auto-destrutivo.

Expointer 2
Quem ganha com isso? Não é você, nem sou eu, e sim meia dúzia de ricos donos de empresas exportadoras e afins. O detalhe é que grande parte dos países do Primeiro Mundo já abandonou determinadas práticas, como a pecuária industrial, por descobrir dolorosamente que o estrago causado é maior que o lucro obtido. Por isso é que preferem importar do Brasil, que não inclui no cálculo a poluição causada pela suinocultura, por exemplo. Pensando bem, por que todos os moradores têm que se preocupar se as fontes de água estão ou não contaminadas pela sujeira vinda dos chiqueirões, se apenas o proprietário é que ganha dinheiro com isso? É a mesma coisa que eu abrir uma empresa de estacionamento para automóveis, cobrando 2 reais por hora, e determinar que meus clientes possam estacionar nas vagas disponíveis pelas ruas da cidade. Usando o seu espaço, para meu lucro.

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Como essa idéia conseguiu se implantar de forma tão arraigada? Até mesmo quem jamais foi dono de uma cabeça de gado sequer, e jamais vai ser, vai achar o que estou falando um absurdo, e defender aqueles que criam grandes manadas, porque 'estão promovendo o desenvolvimento', porque 'o mercado etc', porque 'as tradições etc', porque 'o meu cunhado é criador mas não polui etc', toda a sorte de argumentos já cristalizados. Mas um dia cai a ficha. Informações em www.explorinter.com.br.
* Marcio de Almeida Bueno, jornalista. Coluna 'Antena' publicada na edição de 22 de agosto do jornal Panorama Regional, de Veranópolis, RS.





Pelo Fim da Escravidão Animal no Agronegócio - Defensores dos Animais do Rio Grande do Sul